segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PodCast: Contextualização da Educação Musical no Brasil

E aí galera, tudo bem?
Fiz esse podcast com o objetivo de contextualizar a Educação Musical nas escolas regulares, fazendo um breve histórico da Educação Musical no nosso país seguido de observações dadas por importantes autores sobre o tema, a respeito da atualidade do assunto, dando ainda um destaque à Educação Especial, que é minha área de estudo e pesquisa. Espero que gostem. Abração.


Data da Gravação: 15/09/2014

Referências Bibliográficas:

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais.  Brasília: MEC/SEF, 1997
CÁRICOL, K. Panorama do Ensino Musical. [S.I.: s.n.]
HENTSCKE, L.; DEL BEN, L. (orgs.).Ensino de Música – propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo, Editora Moderna, 2003. 
HENTSCHKE, L. Novos rumos da educação musical no Brasil. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, ano 1, n. 1, p 30-34, jan/fev 1995.
JOLY, I. Z. L. Aplicação de procedimentos de musicalização infantil em crianças deficientes. Dissertação de Mestrado em Educação Especial – Centro de Educação e Ciências Humanas, UFSCar. São Carlos, 1994.
JOLY, I. Z. L. Práticas pedagógicas e musicais na comunidade: uma experiência em um hospital. XVII Encontro Nacional da ABEM. São Paulo. 2008.
KOELLREUTER, H. J. O ensino da música num mundo modificado. São Paulo: Cadernos de Estudo: Educação Musical 6, 1998. 
LOURO, V. Dos S.; ALONSO, L.G.; ANDRADE, A.F de. Educação musical e deficiência: propostas pedagógicas. São José dos Campos: Ed. Do Autor, 2006. 
MITTLER, P. Educação Inclusiva: contextos sociais. Tradução de W. B. Ferreira. Porto Alegre: Artmed, 2003. 
PAULON, S.M.; FREITAS, L.B. de L.; PINHO, G.S. Documento subsidiário à política de  inclusão. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005, 48p. 
PENNA, M. Poéticas musicais e práticas sociais: reflexão sobre a educação musical diante da diversidade. Revista ABEM, n.13, setembro 2005. Porto Alegre: Associação Brasileira de Educação Musical.
PENNA, M. Professores de música nas escolas públicas de ensino fundamental e médio: uma ausência significativa. Revista da ABEM. Porto Alegre: ABEM, v. 7, pp. 7-22, 2002. ISSN 1518-2630. 
SOARES, L. Formação e prática docente musical no processo de educação inclusiva de pessoas com necessidades especiais. Dissertação de mestrado. São Carlos: UFSCar, 2006.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O papel da inclusão digital na educação musical

      Os recursos tecnológicos que encontramos nos dias de hoje nos trazem possibilidades e facilidades nunca antes obtidas. E com a educação não é diferente.
A existência de recursos tecnológicos e da inclusão digital facilitam de maneira significativa os processos de ensino-aprendizagem na Educação Musical. Por meio desses recursos, o professor de Educação Musical possui maior acesso à assuntos referentes ao conteúdo a ser abordado em sala e à diferentes maneiras de ensiná-lo.
Além disso, também traz ao professor maior possibilidade de relacionamento e comunicação com seus alunos, tanto no momento da aula quanto fora dela.
As atividades que utilizam tecnologia tendem a ser muito mais interessantes e significativas para os alunos que, por sua vez, vêm a música não somente como algo que surgiu com a humanidade, mas também que a acompanhou em toda sua evolução e se faz nova a cada dia, fundindo, portanto os valores históricos com a atualidade.
De maneira prática, a inclusão digital permite que pessoas com dificuldades de grafia consigam, de maneira rápida e eficiente, escrever partituras e arranjos para um ou diversos instrumentos, além de que, nesses mesmos softwares de edição de partituras, é oferecida sempre a oportunidade de ouvir o que está sendo criado, possibilitando assim a identificação e a correção de eventuais erros com maior facilidade. Dessa forma, mesmo pessoas com limitações motoras podem criar e ouvir sua música sem a necessidade da presença de alguém para auxiliá-las. Isso sem contar, é claro, que tais programas são de grande utilidade para todos.
Existem ainda os softwares de gravação que hoje disponibilizam de maneira simples e barata recursos que antes só se podiam encontrar em estúdios profissionais. Através desses softwares, estudantes e professores de música conseguem registrar seus estudos e composições com qualidade profissional de áudio, inclusive com gravações utilizando diferentes pistas e com recursos de mixagem e de efeitos.
É claro que também vale destacar que, além da criação e aprendizado musical, a inclusão digital trouxe maior possibilidade de contato do estudante com a música como um todo. Utilizando-se de um computador com internet, o estudante pode ouvir músicas do mundo todo e de todos os tipos, tendo, portanto acesso à praticamente todo conteúdo musical disponibilizado no planeta, fator este que proporciona, além de tudo, imenso enriquecimento cultural. A internet permitiu que a sala de aula se conecte com qualquer lugar do planeta, trazendo aos alunos maior compreensão do mundo e de qualquer assunto que esteja em pauta.
Na sala de aula, a utilização de recursos audiovisuais ilustram com maior eficácia os conteúdos abordados, facilitando o entendimento e o aprendizado dos alunos. Outro ponto positivo é que o professor não precisa estar sempre tocando um instrumento para que os alunos escutem uma música. Dessa forma, em alguns momentos, o professor pode utilizar de uma gravação para conduzir melhor a atividade que deseja aplicar.
É importante salientar também que a inclusão digital e os recursos tecnológicos existem como um auxílio no aprendizado musical e não como responsáveis pela ocorrência ou não do mesmo. São veículos pelos quais se pode aprender e praticar música, mas não substituem a presença do professor. Afinal, a música é essencialmente humana e a maneira de ensinar um mesmo conteúdo pode variar muito de acordo com a sala de aluno ou mesmo de acordo com alguns alunos específicos.
Dessa forma, a utilização de tecnologias no ensino de Música, assim como a inclusão digital, só é efetiva se aplicada de maneira correta, com clareza a respeito do que se pretende ensinar e quais objetivos se almejam atingir perante a realidade encontrada em cada situação. E ninguém melhor que um professor bem preparado para discernir quando e de que maneira utilizar os recursos tecnológicos, proporcionando assim a real inclusão digital.

Referências:

MONTANARO, P. A inclusão digital na sociedade em rede. Material didático da disciplina de Tecnologia da Internet para Educação Musical. UAB-UFSCar. 2014.

Apresentação

Olá, meu nome é Daniel Bianconi Previato. Sou pedagogo, geógrafo e músico. Atualmente estou cursando o 4º ano de Educação Musical pela UFSCar e também o 1º ano de Mestrado em Educação pela UNESP - Araraquara. Trabalho na Escola Católica Querigma, na cidade de São Carlos, onde dou aula como professor polivalente para o 4º Ano do Ensino Fundamental e participo dos projetos de artes e de música da escola. Além disso, dou aulas particulares de música e também sou baixista do grupo Cambaio (SambaRock).
Esse blog foi criado a pedido da disciplina optativa "Tecnologia da Internet para a Educação Musical", ministrada pelo professor Paulo Roberto Montanaro. Postarei aqui assuntos relativos à disciplina acima descrita e demais outros que tiverem relação com esta temática.
Espero que gostem.
Abraços e até a próxima =)